Acidente caseiro

Estava conversando com a minha afilhada, que eu estava tratando com acupuntura, sobre o dia de ontem. Levantamos tarde e quando fomos comprar pão no Baiano (São Judas), o pão tinha acabado. Acabamos trazendo um pão italiano, duro que nem pedra que precisei colocar no forno.
Quando lembrava este fato corri para o outro lado da casa, minha morada, onde mal dava para se enxergar. Eu havia colocado um pão de queijo para esquentar para tomar um cafezinho e esquecera o forno ligado. Pelas minhas contas o forno ficou ligado cerca de 2 horas. A fumaça era tanta que não sei como o Nicolau (meu gato) continuava dormindo. Acredito que porque ele estava no tapete e a fumaça ainda não tinha abaixado.
Só de pensar que podia ter acontecido uma tragédia por um descuido besta sinto-me muito mal.Alguém estava cuidando de mim!Muito obrigada!
Será que o alemão está na minha porta? Ou é só estresse?
Prefiro imaginar que estou estressada e desatenta e que só preciso me cuidar e colocar a “cabeça” no que estou fazendo.
Xô Alzheimer!
Tomem cuidado, todos os que, como eu, fazem várias coisas ao mesmo tempo. Não comece nada sem terminar o que estava fazendo antes. Eu vou tentar seguir esta regra. Se você sofre do mesmo mal, faça o mesmo.

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Assumindo

engracado121Para aqueles que frequentemente atribuem a Deus as suas desventuras eu recortei este pensamento:
“Atribuir a Deus a culpa e o resultado de nossas escolhas infelizes é tão desonesto quanto atribuir ao diabo o motivo de nossas maldades”– do Padre Fábio de Melo.
Às vezes parece que nada dá certo na nossa vida e, então, precisamos culpar alguém por isso. Existem pessoas que são verdadeiros algozes de si mesmas e vivem curvadas sob o peso dos seus “erros”. Por outro lado, tem as que não assumem nada do que lhes acontece. Acreditam que alguém é o articulista das suas “tragédias”, mas não conseguem enxergar a própria colaboração para as mesmas. A auto-consciencia não é apanágio de alguns, claramente, precisa tornar-se o objetivo de todos. Sem isso ficaremos tentando “morder o próprio rabo” na busca de culpados, caminho reto para a insanidade emocional. Para que a vida nos seja providencial há que fazer a nossa parte e para isso cada um precisa olhar dentro de si mesmo buscando seu eu real. Não nos iludamos com falsas conjecturas. O que é nosso nos encontra de uma forma ou de outra, não importando as voltas que demos para fugir-lhe. Então, cabeça para a frente, olhos na auto-confiança, sentidos despertos e acima de tudo bem acompanhados de nós mesmos.
No dia em que a nossa companhia for a melhor companhia que enxergarmos, a vida começará a sorrir para nós. Estar com outro alguém por opção e não por não gostar de estar consigo. É a questão que se coloca para quem espera encontrar o melhor amigo fora de si.

Só mais uma tragédia!

Mais uma tragédia ameaça o planeta e está acontecendo continuamente bem debaixo do nosso nariz. A floresta amazonica continua sendo “devorada” e apesar do que falam as autoridades, a impunidade é fomento para essa destruição. Multas não resolvem, já que os ganhos são monstruosos. Então, assistamos, no conforto da sombra da árvore mais próxima, à falência do precioso mundo vegetal.
Fazer o quê? Nada. Vamos assistindo! Quantas ONGs estão nessa luta? O que fazem? Quais os resultados da sua atuação?
Então, tá! Vamos assistindo enquanto existe algo para assistir.
Apelo da Globo:
“Se você vive ou viajou para a Amazônia e tem denúncias ou ideias para melhorar a proteção da floresta, entre em contato com o Globo Amazônia pelo e-mail globoamazonia@globo.com. Não se esqueça de colocar seu nome, e-mail,telefone e, se possível fotos ou vídeos.”

Tragédia no Atlântico

v_7_ill_1200917_4e7f_trajetEntre o Rio e Paris mais um voo coloca fim à vida de 228 pessoas, das quais 58 brasileiros. Não deveria acontecer, mas, se acontece, há que dar-lhe algum sentido. No meu caso, esse tipo de tragédia me faz olhar para o meu eu mais profundo. Questiono-me para tentar encontrar algumas respostas. Pergunto-me se vale a pena amofinar-me com o fato de nem sempre ser entendida, ou de ser tratada sem respeito por aqueles que respeito. Por que esperar volta? Volta de consideração, volta de respeito, volta de solidariedade, ou outras ”voltas” que atrasam a vida? A passagem por aqui é breve e apesar desse conhecimento ainda se deixa muito ouvido e olho para o que nos incomoda… Faz algum tempo que estou diferente. Faz algum tempo que a ajuda do grupo de amigos com quem estudo me fortifica para que essas “churumelas” não me afetem tão profundamente. Hoje o silêncio, definitivamente é a melhor resposta que encontro para o que considero ofensivo. Até porque nem sempre existe a intenção de ofensa. Aprendi que existem pessoas que só se comunicam usando o seu próprio conceito de valores, desprezando tudo o mais. Outros estão tão acima de nós que nos olham como se fossemos alienígenas, em matéria de conhecimento. Na realidade é até possível que não se enganem. No que me concerne sou ignorante na maioria das situações. A minha visão das coisas é muito rudimentar.
Assim, olhando tragédias como essa, me contento com o que sou e meu objetivo é cultivar minha família de parentes (poucos) e de amigos (menos do que preciso e muito mais do que mereço).
O Michel mandou uma mensagem para o nosso grupo nos chamando para a realidade da nossa passagem. Michel, estamos aprendendo, e, acidentes como este são alertas que não vamos ignorar.
Resta pedir pelos irmãos que terminaram a sua passagem na terra para que ao chegarem do outro lado o aconchego e o conforto os aguarde.