Tragédia no Atlântico

v_7_ill_1200917_4e7f_trajetEntre o Rio e Paris mais um voo coloca fim à vida de 228 pessoas, das quais 58 brasileiros. Não deveria acontecer, mas, se acontece, há que dar-lhe algum sentido. No meu caso, esse tipo de tragédia me faz olhar para o meu eu mais profundo. Questiono-me para tentar encontrar algumas respostas. Pergunto-me se vale a pena amofinar-me com o fato de nem sempre ser entendida, ou de ser tratada sem respeito por aqueles que respeito. Por que esperar volta? Volta de consideração, volta de respeito, volta de solidariedade, ou outras ”voltas” que atrasam a vida? A passagem por aqui é breve e apesar desse conhecimento ainda se deixa muito ouvido e olho para o que nos incomoda… Faz algum tempo que estou diferente. Faz algum tempo que a ajuda do grupo de amigos com quem estudo me fortifica para que essas “churumelas” não me afetem tão profundamente. Hoje o silêncio, definitivamente é a melhor resposta que encontro para o que considero ofensivo. Até porque nem sempre existe a intenção de ofensa. Aprendi que existem pessoas que só se comunicam usando o seu próprio conceito de valores, desprezando tudo o mais. Outros estão tão acima de nós que nos olham como se fossemos alienígenas, em matéria de conhecimento. Na realidade é até possível que não se enganem. No que me concerne sou ignorante na maioria das situações. A minha visão das coisas é muito rudimentar.
Assim, olhando tragédias como essa, me contento com o que sou e meu objetivo é cultivar minha família de parentes (poucos) e de amigos (menos do que preciso e muito mais do que mereço).
O Michel mandou uma mensagem para o nosso grupo nos chamando para a realidade da nossa passagem. Michel, estamos aprendendo, e, acidentes como este são alertas que não vamos ignorar.
Resta pedir pelos irmãos que terminaram a sua passagem na terra para que ao chegarem do outro lado o aconchego e o conforto os aguarde.

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