Doe palavras

Às vezes é tão fácil solidarizar-se com o sofrimento que não podemos deixar passar a oportunidade.
O Hospital Mário Penna, em Belo Horizonte, que cuida de doentes com câncer, lançou um projeto sensacional que se chama “DOE PALAVRAS”. Fácil, rápido, gratuito e todos podem doar um pouquinho.
Você acessa o site http://www.doepalavras.com.br/ , escreve uma mensagem (pequena como no twitter) e sua mensagem aparece no telão para os pacientes que estão fazendo o tratamento.
Deixe a sua mensagem de otimismo e repasse o endereço para os seus amigos.

Tragédia no Atlântico

v_7_ill_1200917_4e7f_trajetEntre o Rio e Paris mais um voo coloca fim à vida de 228 pessoas, das quais 58 brasileiros. Não deveria acontecer, mas, se acontece, há que dar-lhe algum sentido. No meu caso, esse tipo de tragédia me faz olhar para o meu eu mais profundo. Questiono-me para tentar encontrar algumas respostas. Pergunto-me se vale a pena amofinar-me com o fato de nem sempre ser entendida, ou de ser tratada sem respeito por aqueles que respeito. Por que esperar volta? Volta de consideração, volta de respeito, volta de solidariedade, ou outras ”voltas” que atrasam a vida? A passagem por aqui é breve e apesar desse conhecimento ainda se deixa muito ouvido e olho para o que nos incomoda… Faz algum tempo que estou diferente. Faz algum tempo que a ajuda do grupo de amigos com quem estudo me fortifica para que essas “churumelas” não me afetem tão profundamente. Hoje o silêncio, definitivamente é a melhor resposta que encontro para o que considero ofensivo. Até porque nem sempre existe a intenção de ofensa. Aprendi que existem pessoas que só se comunicam usando o seu próprio conceito de valores, desprezando tudo o mais. Outros estão tão acima de nós que nos olham como se fossemos alienígenas, em matéria de conhecimento. Na realidade é até possível que não se enganem. No que me concerne sou ignorante na maioria das situações. A minha visão das coisas é muito rudimentar.
Assim, olhando tragédias como essa, me contento com o que sou e meu objetivo é cultivar minha família de parentes (poucos) e de amigos (menos do que preciso e muito mais do que mereço).
O Michel mandou uma mensagem para o nosso grupo nos chamando para a realidade da nossa passagem. Michel, estamos aprendendo, e, acidentes como este são alertas que não vamos ignorar.
Resta pedir pelos irmãos que terminaram a sua passagem na terra para que ao chegarem do outro lado o aconchego e o conforto os aguarde.

Deficiência

deficiente04Hoje abri a matéria do Luciano Pires no seu Café Brasil que fala, esta semana, de deficiências. Como sempre ele diz tudo através de várias fontes, inclusive do poeta português J. Carlos do seu Noite dos Vaga-lumes. Vale a pena visitar o Dlog Café Brasil e ficar por dentro de como está sendo tratada a deficiência física por aqui.
O ser humano, em geral, tem dificuldade para lidar com as suas próprias deficiências. É humano. Mas ao se deparar com a deficiência do outro nem sempre usa de sua humanidade. A deficiência que desperta o olho curioso, precisa, antes, despertar o sentimento de solidariedade. Estamos acostumados a lidar com a intolerância dos, aparentemente, sem defeitos físicos ao perceberem as deficiências
de quem precisa de entendimento e ajuda. Não compaixão. Ajuda. Entendimento.
Se pudéssemos transformar a intolerância em solidariedade o mundo seria um lugar bem melhor para se viver.

Crises

A organização não governamental “Médicos sem Fronteiras” divulgou na segunda-feira passada, dia 19, a lista dos conflitos que assolam o mundo e que a mídia esquece de mostrar.
Acredito que por falta de tempo, já que falta de interesse não pode ser. Os interesses da mídia são voltados para os que a usam para se informar e dessa forma não corro o risco de estar enganada quando digo que por absoluta falta de tempo essas informações não chegam aos noticiários. Afinal, onde ficariam os big brothers e outros assuntos da mesma importância desse reality show? Vamos divertir o povo para que ele não pense.

E depois?

premiounicefFoto da fotógrafa Alice Smeets, vencedora do prêmio Unicef em 2008. A imagem mostra menina em favela de Porto Príncipe em julho de 2007. (Foto: AP)

Normalmente as fotos que vencem concursos só mostram miséria, disfarçada de coragem e energia, como   Eva Luise Köhler, madrinha da organização na Alemanha e esposa do presidente alemão, Horst Köhler , atribui à foto vencedora.

Depois disso o que se faz com a protagonista da foto e sua favela? É claro, que a uma hora destas a Unicef já resolveu o assunto. Afinal não falta quem ajude a Unicef. Só eu que cansei!