Agora é Brasil!!!!!

Pois é… Portugal se foi, para frustração de muitos portugueses. Não todos, mas muitos. Tem português que torcia para que Portugal fosse embora logo. Mau patriota? Nem tanto. Acredito que alguns não valorizam esse tipo de distração que deixa o olhar embaçado para os problemas que atingem a vida da maioria dos portugueses. É assim que o povo desvia os olhos do que realmente importa na sua vida e na vida do seu país. Bom, os portugueses estão agora a reclamar do árbitro, da bola, da má sorte, enfim, como fazem os times que perdem uma luta que já estava perdida antes de começar. Quem viu Portugal jogar, como eu vi, sabe que não tínhamos time para vencer. Talvez para ir até mais na frente, mas na final seria o mesmo que esperar que o Brasil perdesse do Chile. É, se Portugal tivesse jogado com o Chile a conversa seria outra. Talvez o Brasil não passasse pela Espanha. Mas agora já foi. Portugal voltou para casa sem que eu percebesse porque Cristiano Ronaldo é o melhor da Nike.
Ontem na única oportunidade que tive de espreitar o jogo, a Espanha fez um a zero. Vai ver que fui o pé frio que derrotou Portugal… Mas, não, não fui. Vi o VT, mais tarde, e lá estava um time pronto para perder. E os espanhóis, que são os argentinos dos portugueses, mais uma vez, levaram a melhor.
Agora sobra para nós torcermos pelo Brasil, que deve encontrar pelo frente os seus espanhóis.
Avante Brasil!

Entre dois amores

Desde criança sou torcedora, agora à distância, do Futebol Clube do Porto. Aos 6 anos ia no estádio das Antas para ver um monte de homens correndo atrás de uma bola, mas aprendio rápido o que precisava ser feito para que o meu clube saísse vitorioso.
Saí de Portugal com 20 anos e só voltei a ver o meu clube jogar no ínicio da década de 70 em Lourenço Marques. Nem lembro mais do resultado, mas sei que foi vitória do FCP.
Aqui, do Brasil onde moro desde 75, acompanhei enquanto pude os resultados da carreira do maior time do mundo (para mim, claro). Aos poucos fui ficando só com algumas notícias esparsas era tudo o que eu tinha. E, aí, o Porto campeão do mundo, jogo na neve e o gol de Branco, o melhor jogador brasileiro de todos os tempos (eheh). Daí, para a frente foi fácil acompanhar o meu time. Ninguem se importa, aqui no Brasil que eu torça pelo FCP. Mas no que tange à seleção portuguesa…aí a “porca torce o rabo…”.
Eu torço por Portugal mas, tambem troço pelo Brasil. E, agora? Como fica o jogo da próxima rodada? Bom eu sei que vou torcer por um empate sem gols que classifica Portugal. A Costa do Marfim precisa assistir os jogos da arquibancada, para que eu continue assistindo do meu sofá Portugal por mais algum tempo.
Só vou torcer para que ganhe o melhor se Portugal passar para as finais (ahahah). Até lá a minha torcida é para chegar mais perto.

Festa do papel em Portugal

Recebi imagens como esta em pps e como ignorava em que lugar de Portugal acontecia a Festa do Papel, pedi ajuda. A resposta chegou do amigo Rijo Marfio
Cara Delfina:
Felizmente já visitei esta Festa do Papel e é realmente inacreditável. Fiquei tocado. As fotos não dizem o que ela é “ao vivo”.
É na Vila de Campomaior, no Alto Alentejo e passei lá um dia inesquecível. Até porque também se come bem…É a terra onde mais se faz a torrefacção do café em Portugal. Não temos café, mas sabemos torrá-lo muito bem, ficando com um sabor único do Mundo. Estou a falar em café Expresso.
A principal fábrica pertence a um comendador Rui Manuel Azinhais Nabeiro, que comercializa a marca Delta. O referido comendador, que já foi contrabandista no tempo da guerra, foi agraciado posteriormente pelo Presidente Mário Soares, de quem é amigo. É uma pessoa (…) com uma grandeza de carácter inacreditável. Todos os ricos fossem assim… Practicamente toda Campomaior depende das suas indústrias e é adorado por toda a gente. Inclusivamente nos últimos anos desenvolveu uma máquina que rivaliza em toda a linha com a famosa Nespresso e é produto de Portugal.
A festa das flores não tem data fixa, é quando Deus quiser, como eles dizem. Costuma ser em Setembro, fim de Verão, e a sua periodicidade tanto pode ser de 2 em 2 anos como de 10 em 10! É mesmo assim.

PS: Pode procurar por Campomaior no Google por exemplo.

Que bom que o meu amigo fala com conhecimento “de causa”…
Agora, se mora em Portugal, não perca. E, se não mora vá contentando-se com esta foto.

Maitê e Sintra

Como a maioria dos portugueses, apesar de viver no Brasil, minha segunda pátria que amo e respeito, me senti ofendida com as ofensas e a “ignorância” da conceituada atriz nas altas esferas artistícas. Muitas vezes já fui ofendida por alguns brasileiros que acham que português que reside no Brasil tem ouvidos de “penico” ou é tão idiota que não percebe a rivalidade entre nossos povos. A conversa “pra boi dormir” DE QUE SOMOS PAISES IRMÃOS não pega mais. Não existe necessidade de nos proclamarmos países irmãos se não sabemos sequer respeitar nossas diferenças. Porque o estopim do português é minúsculo resolveu-se atribuir-lhe o epípeto de “burro”. Não somos burros mas somos intolerantes com a burrice, o que não nos torna melhores. A história mostra claramente que de burro não temos nada, mas se a necessidade de nos catalogarem por baixo de alguma forma diverte os brasileiros é um preço pequeno a pagar pelo carinho e amor com que somos tratados na intimidade.
Mas voltando ao assunto Maité e ao seu vídeo, não vou esclarecer que a cidade de Sintra há muito é património da humanidade e que ela deve ter-se perdido em alguma viela, que existem por lá também. Quem conhece Sintra deve ter achado que ela falava de algum outro lugar. Mas deixemos de lado a análise do vídeo que me ocuparia muito tempo. Só uma perguntinha para a Maitê: Por acaso a senhora pensou, por algum momento, que esse vídeo ficaria na moita? (sabe o que é moita, não?) Ainda bem que não gostou de Portugal pois imagino que não vai querer voltar lá. Mande, se sobrar, a importância em reais que gastou para fazer a sua reportagem que eu vou até lá e refarei a sua viagem e a sua reportagem, desta vez com respeito por um povo que sempre soube receber os brasileiros com o carinho que sempre mereceram. Não acredito que vão mudar por este contratempo. Afinal, a gafe da senhora logo estará esquecida. A vida é bem mais importante que essa ninharia.

Retrato de Portugal hoje

Miguel S. TavaresSegunda-feira passada, a meio da tarde, faço a A-6, em direcção a Espanha e na companhia de uma amiga estrangeira;quarta-feira de manhã, refaço o mesmo percurso, em sentido inverso, rumo a Lisboa. Tanto para lá como para cá, é uma auto-estrada luxuosa e fantasma. Em contrapartida, numa breve incursão pela estrada nacional, entre Arraiolos e Borba, vamos encontrar um trânsito cerrado, composto esmagadoramente por camiões de mercadorias espanhóis. Vinda de um país onde as auto-estradas estão sempre cheias, ela está espantada com o que vê:
– É sempre assim, esta auto-estrada?
– Assim, como?
– Deserta, magnífica, sem trânsito?
– É, é sempre assim.
– Todos os dias?
– Todos, menos ao domingo, que sempre tem mais gente.
– Mas, se não há trânsito, porque a fizeram?
– Porque havia dinheiro para gastar dos Fundos Europeus, e porque diziam que o desenvolvimento era isto.
– E têm mais auto-estradas destas?
– Várias e ainda temos outras em construção: só de Lisboa para o Porto, vamos ficar com três. Entre S. Paulo e o Rio de Janeiro, por exemplo, não há nenhuma: só uns quilómetros à saída de S. Paulo e outros à chegada ao Rio. Nós vamos ter três entre o Porto e Lisboa: é a aposta no automóvel, na poupança de energia, nos acordos de Quioto, etc. – respondi, rindo-me.
– E, já agora, porque é que a auto-estrada está deserta e a estrada nacional está cheia de camiões?
– Porque assim não pagam portagem.
– E porque são quase todos espanhóis?
– Vêm trazer-nos comida.
– Mas vocês não têm agricultura?
– Não: a Europa paga-nos para não ter. E os nossos agricultores dizem que produzir não é rentável.
– Mas para os espanhóis é?
– Pelos vistos…
Ela ficou a pensar um pouco e voltou à carga:
– Mas porque não investem antes no comboio?
– Investimos, mas não resultou.
– Não resultou, como?
– Houve aí uns experts que gastaram uma fortuna a modernizar a linha Lisboa-Porto, com comboios pendulares e tudo, mas não resultou.
– Mas porquê?
– Olha, é assim: a maior parte do tempo, o comboio não ‘pendula’; e, quando ‘pendula’, enjoa de morte. Não há sinal de telemóvel nem Internet, não há restaurante, há apenas um bar infecto e, de facto, o único sinal de ‘modernidade’ foi proibirem de fumar em qualquer espaço do comboio. Por isso, as pessoas preferem ir de carro e a companhia ferroviária do Estado perde centenas de milhões todos os anos.
– E gastaram nisso uma fortuna?
– Gastámos. E a única coisa que se conseguiu foi tirar 25 minutos às três horas e meia que demorava a viagem há cinquenta anos…
– Estás a brincar comigo!
– Não, estou a falar a sério!
– E o que fizeram a esses incompetentes?
– Nada. Ou melhor, agora vão dar-lhes uma nova oportunidade, que é encherem o país de TGV: Porto-Lisboa, Porto-Vigo, Madrid-Lisboa… e ainda há umas ameaças de fazerem outro no Algarve e outro no Centro.
– Mas que tamanho tem Portugal, de cima a baixo?
– Do ponto mais a norte ao ponto mais a sul, 561 km.
Ela ficou a olhar para mim, sem saber se era para acreditar ou não.
– Mas, ao menos, o TGV vai directo de Lisboa ao Porto?
– Não, pára em várias estações: de cima para baixo e se a memória não me falha, pára em Aveiro, para os compensar por não arrancarmos já com o TGV deles para Salamanca; depois, pára em Coimbra para não ofender o prof. Vital Moreira, que é muito importante lá; a seguir, pára numa aldeia chamada Ota, para os compensar por não terem feito lá o novo aeroporto de Lisboa; depois, pára em Alcochete, a sul de Lisboa, onde ficará o futuro aeroporto; e, finalmente, pára em Lisboa, em duas estações.
– Como: então o TGV vem do Norte, ultrapassa Lisboa pelo sul, e depois volta para trás e entra em Lisboa?
– Isso mesmo.
– E como entra em Lisboa?
– Por uma nova ponte que vão fazer.
– Uma ponte ferroviária?
– E rodoviária também: vai trazer mais uns vinte ou trinta mil carros todos os dias para Lisboa.
– Mas isso é o caos, Lisboa já está congestionada de carros!
– Pois é.
– E, então?
– Então, nada. São os especialistas que decidiram assim.
Ela ficou pensativa outra vez. Manifestamente, o assunto estava a fasciná-la.
– E, desculpa lá, esse TGV para Madrid vai ter passageiros? Se a auto-estrada está deserta…
– Não, não vai ter.
– Não vai? Então, vai ser uma ruína!
– Não, é preciso distinguir: para as empresas que o vão construir e para os bancos que o vão capitalizar, vai ser um negócio fantástico! A exploração é que vai ser uma ruína – aliás, já admitida pelo Governo – porque, de facto, nem os especialistas conseguem encontrar passageiros que cheguem para o justificar.
– E quem paga os prejuízos da exploração: as empresas construtoras?
– Naaaão! Quem paga são os contribuintes! Aqui a regra é essa!
– E vocês não despedem o Governo?
– Talvez, mas não serve de muito: quem assinou os acordos para o TGV com Espanha foi a oposição, quando era governo…
– Que país o vosso! Mas qual é o argumento dos governos para fazerem um TGV que já sabem que vai perder dinheiro?
– Dizem que não podemos ficar fora da Rede Europeia de Alta Velocidade.
– O que é isso? Ir em TGV de Lisboa a Helsínquia?
– A Helsínquia, não, porque os países escandinavos não têm TGV.
– Como? Então, os países mais evoluídos da Europa não têm TGV e vocês têm de ter?
– É, dizem que assim entramos mais depressa na modernidade.
Fizemos mais uns quilómetros de deserto rodoviário de luxo, até que ela pareceu lembrar-se de qualquer coisa que tinha ficado para trás:
– E esse novo aeroporto de que falaste, é o quê?
– O novo aeroporto internacional de Lisboa, do lado de lá do rio e a uns 50 quilómetros de Lisboa.
– Mas vocês vão fechar este aeroporto que é um luxo, quase no centro da cidade, e fazer um novo?
– É isso mesmo. Dizem que este está saturado.
– Não me pareceu nada…
– Porque não está: cada vez tem menos voos e só este ano a TAP vai cancelar cerca de 20.000. O que está a crescer são os voos das low-cost, que, aliás, estão a liquidar a TAP.
– Mas, então, porque não fazem como se faz em todo o lado, que é deixar as companhias de linha no aeroporto principal e chutar as low-cost para um pequeno aeroporto de periferia? Não têm nenhum disponível?
– Temos vários. Mas os especialistas dizem que o novo aeroporto vai ser um hub ibérico, fazendo a trasfega de todos os voos da América do Sul para a Europa: um sucesso garantido.
– E tu acreditas nisso?
– Eu acredito em tudo e não acredito em nada. Olha ali ao fundo: sabes o que é aquilo?
– Um lago enorme! Extraordinário!
– Não: é a barragem de Alqueva, a maior da Europa.
– Ena! Deve produzir energia para meio país!
– Praticamente zero.
– A sério? Mas, ao menos, não vos faltará água para beber!
– A água não é potável: já vem contaminada de Espanha.
– Já não sei se estás a gozar comigo ou não, mas, se não serve para beber, serve para regar – ou nem isso?
– Servir, serve, mas vai demorar vinte ou mais anos até instalarem o perímetro de rega, porque, como te disse, aqui acredita-se que a agricultura não tem futuro: antes, porque não havia água; agora, porque há água a mais.
– Estás a dizer-me que fizeram a maior barragem da Europa e não serve para nada?
– Vai servir para regar campos de golfe e urbanizações turísticas, que é o que nós fazemos mais e melhor.
Apesar do sol de frente, impiedoso, ela tirou os óculos escuros e virou-se para me olhar bem de frente:
– Desculpa lá a última pergunta: vocês são doidos ou são ricos?
– Antes, éramos só doidos e fizemos algumas coisas notáveis por esse mundo fora; depois, disseram-nos que afinal
éramos ricos e desatámos a fazer todas as asneiras possíveis cá dentro; em breve, voltaremos a ser pobres e enlouqueceremos de vez.
Ela voltou a colocar os óculos de sol e a recostar-se para trás no assento. E suspirou:
– Bem, uma coisa posso dizer: há poucos países tão agradáveis para viajar como Portugal! Olha-me só para esta autoestrada sem ninguém!

Tinha que ser português?

portuguesCara dá uma folga… Ontem eu fiquei ciente que bandidos portugueses ou brasileiros não são extraditados já que seus países não o permitem. Então esse aí só precisa ficar esperto e esperar que a porta da frente do presídio se abra para que ele aproveite e se “mande” para Portugal.
Aí nada vai acontecer. É assim com bandido, não importa o crime, desde que seja português ou brasileiro no país do outro. Bom né? Então!