Reciclar com criatividade

porta lenço de papel

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HALITOSE

O mau hálito é para muita gente sinónimo de terror. Na maioria das vezes, para não dizer todas, os portadores do distúrbio não se apercebem, mas sabem muito bem o desconforto que sentem quando se relacionam com uma pessoa que sofre do problema. Há por isso algumas pessoas que vivem em pânico com a hipótese de terem mau hálito.

A halitose, ou mau hálito, não é uma doença, mas um sintoma de que algo não vai bem no organismo. É uma espécie de alarme que o organismo acciona para demonstrar que algo precisa ser resolvido. A pesquisa da causa do odor pode por vezes obrigar à existência de uma equipa médica multidisciplinar, mas esses são os casos mais complicados, na maioria das vezes é muito mais simples.

Grande parte dos casos de mau hálito tem origem na boca, um ecossistema no qual vivem centenas de espécies de bactérias com diferentes necessidades nutricionais. Quando essa flora digere proteínas, podem ser libertadas substâncias que têm mau cheiro.

Estudos aprofundados revelaram que habitualmente o ponto de origem do mau cheiro se encontra bem no fim da cavidade oral, para lá da língua. A explicação é simples: essa região, além de receber um fluxo diminuído de saliva, contém grande número de pequenas criptas nas quais as bactérias podem alojar-se. Nesse local privilegiado, elas digerem as proteínas dos restos alimentares ali retidos e as contidas no muco que goteja imperceptível dos seios da face na direcção da faringe (gotejamento pós-nasal).

As causas mais comuns de mau hálito podem ser várias, desde a má conservação dos dentes, inflamação das gengivas, pedaços de alimentos retidos nos dentes, menor produção de saliva (por isso, o odor matinal é sempre mais forte do que os que ocorrem durante o dia); boca seca originada por jejum prolongado, desidratação, exposição ao ar condicionado, stress, uso de certos medicamentos, assim como respirar pelaboca e falar por muito tempo, Infecções como amigdalites ou sinusites são também causas frequentes.

As consultas regulares no médico dentista ajudam e previnem grande parte dos problemas e depois há pequenos truques para ajudar a sossegar as pessoas mais preocupadas: beber bastante água durante o dia, evitar ficar muitas horas sem comer, escovar a língua quando se lavam os dentes (passar a escova devagar para evitar sensação de vómito), mastigar de vez em quando (não todos os dias) uma pastilha elástica ou rebuçados sem açúcar para aumentar a salivação, o que vai ajudar a “limpar” a cavidade oral, entre outras.

Ler mais: http://caras.sapo.pt/lifestyle/lifestyle_iniciativas/2012/08/15/mau-halito-nao-e-doenca-e-um-alarme-do-organismo#ixzz24tHPJujz

O Estresse na nossa vida!

O estresse psicológico está associado com a perda da capacidade do organismo em regular a resposta inflamatória, dá conta um novo estudo publicado nos “Proceedings of the National Academy of Sciences”.

Nas últimas cinco a seis décadas, os investigadores associaram o stress ao desenvolvimento de doenças, nomeadamente depressão, doenças cardiovasculares e infecciosas. “Não existem muitas dúvidas que os indivíduos stressados apresentam maior risco de desenvolver estas doenças ou as contraem com maior severidade. Mas como é que o estresse afeta o desenvolvimento da doença é uma questão que ainda permanecia por responder”, revelou em comunicado de imprensa, o líder do estudo, Sheldon Cohen.
Uma possibilidade que tem sido proposta é que os indivíduos estressados são simplesmente menos saudáveis pois fumam, ingerem maiores quantidades de álcool e dormem menos horas. A outra possibilidade, avaliada agora neste estudo, é que os hormônios que respondem ao estresse poderão desempenhar um papel importante no desenvolvimento das doenças.
Para testar esta hipótese os investigadores da University of Pittsburgh, nos EUA, contaram com a participação de 276 indivíduos saudáveis que foram submetidos a um questionário para avaliar o seu grau de estresse. Os participantes foram expostos a um vírus causador da gripe comum e acompanhados, ao longo de cinco dias, de forma a verificar a existência de algum sinal de infecção e doença.
Os investigadores constataram que os eventos estressantes prolongados estavam associados com a incapacidade de as células do sistema imunológico responderem aos sinais hormonais que regulam a inflamação. Assim, os indivíduos incapazes de regular a resposta inflamatória foram mais suscetíveis ao desenvolvimento da gripe quando expostos ao vírus.
Num segundo estudo, foi avaliada a capacidade de 79 indivíduos regularem a resposta inflamatória sendo estes posteriormente expostos ao vírus da gripe. O estudo apurou que os indivíduos com menor capacidade em regular a resposta inflamatória produziam mais citoquinas pró-inflamatórias, mensageiros químicos que despoletam a inflamação, quando infetados.
“A capacidade do sistema imunológico em regular a inflamação dita quem irá desenvolver gripe, mas mais importante ainda é que fornece uma explicação de como o estresse promove a doença”, revelou Sheldon Cohen. ”Sob estresse, as células do sistema imunológico são incapazes de responder ao controle hormonal e, consequentemente, produzem níveis de substâncias inflamatórias que promovem a doença. Como a inflamação desempenha um papel importante em várias doenças como as cardiovasculares, asma e doenças autoimunes, este modelo explica como é que o estresse tem impacto nestas doenças.”
“Agora, sabendo isto, é importante identificar quais as doenças que são afetadas pelo estresse e adotar medidas de prevenção nos indivíduos cronicamente estressados”, conclui o investigador.

No meu caso, a pesquisa chegou um tanto atrasada….rs melhor rir!!!!!

Era uma vez…

Esta historinha chegou por email e quero partilhar aqui…quem sabe alguem está precisando de um “dedim de prosa”… Se você está precisando de um “dedim de prosa” não se “aveche”… procure alguem que, pelo menos, tenha boas “oiças”…

– Tardi, Dotô.
– Boa tarde. Sente-se..
– Careci não. Ficu di pé, memo.
– Sente-se para eu poder examinar.
– O Dotô é quem manda.
– Mas fale-me. O que está acontecendo?
– Ai, Dotô! Mi dá umas dor di veiz in quandu.
– Que dor?
– Aqui, óia. Nu estromagu. Beeem lá nu fundinhu.
– Forte?
– As veiz. Trasveiz é anssim ó, di mansinhu.
– E o que você faz?
– Tem veiz que eu cantu. Trasveiz eu vô pra cunzinha fazê um bolu.
– Tem outra dor?
– Tenhu, sim, Dotô. Aqui, ó. Pertu dus óio.
– E essa é forte?
– Também é forte não. Quandu ela dá eu cunversu cas vizinhas i passa.
– Outra?
– Tenho sim senhô. Aqui. Anssim, nu meio das custela, pareci nu coração. Dá uns apertu aqui, ó.
– E você faz o que?
– Tem veiz qui eu choru. Trasveiz eu ficu anssim, muitu da queta pra vê si passa.
– E passa?
– As veiz. Trasveiz eu vô pra pracinha.. Lá eu sentu num bancu vê as criança brincá prá esperá passá…
– Você mora com alguém?
– Moru não, Dotô. Sô sunzinha nessi mundão di Deus.
– Não tem família?
– Aqui tenhu não. Minha famia é todinha du interiô du sertão, pertinhu de Urandi, lá quasi im Minas. I vim sunzinha pra Sum Paulu tentá a vida.
– E você faz o que?
– Óia, Dotô. Eu já fiz um cadinhu di tudu nessa vida. Já trabaiei numa firma di limpeza, já cuidei di criança. Já trabaiei numa casa di genti rica.
Agora eu trabaio cuma mocinha qui mais viaja qui fica im casa. Ela avua num avião di dia i di noiti. Aí eu ficu sunzinha..
– Você mora com ela?
– Moru sim, Dotô. Ela dexa eu drumi num quartinhu lá nus fundu da casa.
– Sabe cozinhar?
– Oxa si não! Cunzinhu muitu du bem! Coisa mais simpres anssim i coisa mais di genti chiqui.
– Gosta de crianças?
– Ô, seu Dotô. É as criaturinha mais anjinha qui Deus botô nu mundu!
– Qual o seu nome mesmo?
– Óia, Dotô. Eu num gostu muitu, mas a modi agrada a santa, minha mainha botô Crara.
– Dona Clara. Eu sei o que a senhora tem.
– Comu anssim, si o Dotô nem incostô im mim?
– O que a senhora tem Dona Clara, chama-se solidão e é a causadora de toda essa tristeza.
– I issu mata, Dotô?
– Ás vezes, sim. Mas, no seu caso bastam amigos, alguns remédios e um pouco de carinho…
-Dona Clara. Vai parecer estranho e nem eu mesmo entendo porque estou fazendo isso, mas minha esposa está grávida e nosso segundo filho é para o mês que vem. Já temos uma menina. E até hoje é minha esposa que cuida de tudo. Porém, com o bebê pequeno precisamos de alguém que cuide da casa.
Que tal ficar conosco?
– Oxa si não! Óia, Dotô. Nunca fizeram issu pur mim não. Vixe! Vai sê coisa muitu da boa ficá cum oceis. I careci di morá lá, Dotô?
– Sim. Temos um quarto vago, no apartamento. Podemos tentar por uns meses..O que acha?
– Dotô. É anssim como tê famia, né?
– Quase.
– Dotô. Eu num vô mais sê sunzinha. Vixe! Deus lhi pague, Dotô, a modi qui carinhu anssim, nem mainha mi dava.
– Vamos testar. Combinado?
– Cumbinadu. Dotô. Careci di eu fazê uma pregunta.. Eu num vô mais senti essas dor?
– Vamos combinar uma coisa? O dia que sentir essa dor você me procura.
– Prá modi du senhô mi inxaminá?
– Não. Prá modi nóis trocá dois dedinhu di prosa.

* Mais de 400 milhões de pessoas no mundo sofrem de depressão.
* A maioria dos pacientes deprimidos que não é tratada irá tentar suicídio pelo menos uma vez, e 17% deles conseguem se matar.
Com o tratamento correto, 70% a 90% dos pacientes recuperam-se da depressão.
* Aproximadamente 2/3 das pessoas com depressão não fazem tratamento e dos pacientes que procuram o clínico geral apenas 50% são diagnosticados corretamente.
* Segundo o último relatório da Organização Mundial de Saúde a depressão é mais comum no sexo feminino, afetando de 15% a 20% das mulheres e de 5% a 10% dos homens.

Não precisa levar p’ra casa, mas o coração precisa estar aberto para escutar. Pensemos na oportunidade de acolher, de aprender com as diferenças, sem importar quais sejam. Somos humanos, sempre em busca de conhecimento.