Cartas perdidas após queda de avião há 60 anos são achadas

Esta é uma das manchetes de hoje do Terra, que vale a pena conferir.
Ao ler a notícia fiquei imaginando quantos ficaram sem notícias naquele dia… Notícias que aguardavam ansiosamente, como se suas vidas dependessem de uma carta vinda não sei de onde.
Quando cartas eram o meio mais popular de comunicação, eu mesma passei muitas horas, muitos dias, esperando notícias de pessoas distantes, ou até não tão distantes. lembro que saía da escola onde lecionava, torcendo para encontrar o carteiro no caminho para que não precisasse esperar que ele passasse na minha casa. A decepção, no entanto, de cumprimentá-lo e só receber uma resposta ao cumprimento, era muito triste. A minha alegria era a carta que ele carregava na mão quando me avistava e apontava para mim.
Hoje vivo meus dias mais com a proximidade das coisas e os sonhos, apesar de tê-los, ficam esperando tranquilamente a sua hora de acontecer.
Apesar da minha inquietude natural, aprendi a não “apressar o rio…”. Consigo respeitar o tempo das coisas que não dependem de mim.
Mas ainda sinto falta de uma carta. De onde? De quem? Não importa muito. O que importa é que o carteiro deixe alguma carta na minha caixa de correio e, que, de preferência, não seja uma conta.

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