A vida continua…

Hoje estava limpando alguns arquivos do meu computador e deparei-me com uma foto dos alunos do último ano de colegial da turma do meu filho. Detive-me, primeiro no meu filho, e, em seguida olhei cada um daqueles adolescentes cheios de brilho e esperança. Uma boa parte eu conheci, já que eram assíduos na minha casa. Alguns deles vinham no final de semana e era aquela algazarra na minha garagem, onde eles faziam de conta que estudavam, e, eu fazia de conta que acreditava que eles estudavam. Todos, meninos bons.
Fiquei perguntando-me por onde andariam. Sei que um já não está mais no nosso plano, pois ainda estudante (fazia Engenharia Elétrica em Bauru), sofreu um acidente fatal, de carro. Dos outros, apenas tenho contato com o Jorge trabalhando aqui mesmo, na nossa cidade, como médico especialista em medicina nuclear. O melhor amigo do meu filho, Ricardo.
Voltei à foto e comecei a falar com os “meus botões”… Lindo o meu filho, menino bom, um tanto rebelde, mas nada que preocupasse. Daí em diante, as coisas mudariam drasticamente para ele. Iria para Ilha Solteira, pela primeira vez fora de casa, fazer Engenharia Elétrica, como era seu desejo antigo. Quando chegou ao quarto ano foi parado por um câncer no cérebro.
Parecia que o nosso mundo estava para acabar, mas, como pudemos perceber, ele estava apenas recomeçando. E, recomeçando mundo melhor, muito mais desperto. Claro que com muitas dificuldades, mas com um olhar diferente e um pensar mais diferente ainda.
Passaram-se quase 12 anos de muita luta, e, apesar de muito “não” que precisamos escutar, principalmente, ele escutou, a força que se formou dentro de nós não se derruba com pouca coisa.
A vida nos ensina a valorizar o que precisamos valorizar, e, deletar o que atrapalha a nossa reforma íntima. Tentamos aproveitar as oportunidades que são colocadas no nosso caminho e, se nos distraímos, andamos mais um pouco até que elas surjam de novo.
Essa foto é de 95. Se você estiver nela, entre em contato. Vamos gostar de revê-lo(a).

O Ricardo é o da frente, agachado, de cavanhaque.

Um pensamento sobre “A vida continua…

  1. Oh minha mãezinha querida, obrigado pelos comentários, estamos todos juntos nessa e não podemos descer desse trem.

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