Viagem rápida

Ontem, dia 28, fiz a que espero minha última viagem a Guarulhos neste ano de 2009.
Fomos, eu e Mário (namorido), levar a Vilma (nora) para uma viagem rumo a Rio Branco onde ela vai passar alguns dias com a família. Para lá a viagem não teve sobressaltos, pouca chuva e transito apenas lento na marginal do Tietê, o que não chega a ser novidade.
Na volta as coisas não seriam tão fáceis. Lá pelo quilometro 38 da rodovia Castelo Branco, o trânsito, que vinha num ritmo razoável, parou de vez. Depois de cerca de uma eternidade que deve ter durado uns 40 minutos o trânsito começou a fluir e 200 metros na frente percebemos que havia acontecido um acidente. Um dos carros tinha quase se desfeito e o outro um tanto machucado. Havia um senhor de meia idade amarrado numa maca mas sem sinais de ferimentos e um rapaz “ajudando” a polícia a dirigir o Tráfego com os braços abertos em atitude de confusão, pelo menos, mental. (Pelas notícias eram 6 carros os envolvidos).
Foi aí que começamos a conversar sobre a situação das nossas estradas. É uma beleza! Daqui de Marília até São Paulo, tirando um ou outro trecho minúsculo em obras, a pista está ótima. E tudo isso graças a quem?
Pois é esta foi a questão que deu polemica. Para mim o governo está sabendo aplicar o dinheiro que, através dos impostos, pagamos por trabalharmos dignamente, por comermos do jeito que dá, por termos um carrinho pago com o suor do nosso trabalho (neste caso o suor do Mário), pelo combustível que colocamos para usá-lo, pelo IPVA, que está chegando. Enfim, parece que a lógica do Mário faz sentido. Pagamos imposto no combustível, pagamos IPVA, ambos destinados à conservação das estradas, pagamos multas por excesso de velocidade, o que acho uma injustiça já que com estradas tão boas dá sono dirigir em até 120km/hr, este dinheiro sinceramente eu não sei para onde vai, e para completar a viagem pagamos pedágios que de Bauru a São Paulo são 7, ou seja 14 para ir e voltar.
Se as estradas foram privatizadas por que continuamos pagando IPVA para conservá-las? O pedágio não é para isso? Essa é a questão do Mário. A minha é a outra: por que o limite de velocidade não estica de acordo com as condições da estrada? Não vale esta questão, não é?
Vai ver que aquele engarrafamento de ontem tem a ver com esse assunto. Acho melhor ficar por aqui antes que me mandei fechar a matraca.
Vou, apenas, ficar na torcida para que a Vilma aproveite as férias e o Ricardo (filho) sobreviva a elas.
Mas o bom é que podemos andar à vontade por este maravilhoso Brasil, só precisa dinheiro no bolso e bom humor. Os reveses da estrada vão cobrar!

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